quinta-feira, 11 de abril de 2013

Melhoras Joaninha


Piloto de motocross sofre acidente 

durante treino e fica em estado grave

O mato-grossense Henrique Balestrin sofreu uma queda durante o treino para a Copa Brasil de Motocross, no Rio de Janeiro.


É grave o estado de saúde do piloto de motocross Henrique Balestrin, que sofreu uma queda na manhã deste sábado (12) durante o treino para a Copa Brasil de Motocross, no Rio de Janeiro.
Ousar e arriscar movimentos faz parte da essência do motocross estilo livre. Um esporte espetacular e perigoso. Durante os treinos classificatórios da Copa Brasil de Motocross Estilo Livre, o piloto Henrique Balestrin, conhecido como Zoio, saltou de uma rampa de 2,5 metros de altura e tentou executar um “backflip”, uma cambalhota para trás, manobra em que o piloto chega a dez metros de altura e que poucos conseguem realizar. Ele caiu de lado na pista.
Henrique Balestrin usava todo equipamento de segurança, mas a queda foi muito forte e ele sofreu microlesões cerebrais e uma lesão pulmonar grave. As próximas 48 horas serão decisivas para a evolução do quadro clínico do piloto.
“Ele está sedado, o que nós chamamos de em coma induzido. O risco de morte existe. Ele pode ter repercussão sequelar grande. Mas isso só o tempo vai dizer”, diz o médico neurocirurgião Rui Monteiro.
Henrique é de Sinop, cidade de Mato Grosso. Ele tem 20 anos e começou no motocross aos 17. Treina com Gilmar Flores, o Joaninha, o maior piloto brasileiro da modalidade.
“Fazia pouco tempo que ele estava fazendo backflip. Mas ele fez várias vezes treinando e sempre executou muito bem. O erro maior foi dele mesmo. Se tivesse tentando corrigir a moto, talvez não fosse um tombo tão feio. Mas ele ficou meio entregue no ar, sem reação para voltar a moto para a posição correta", avalia Joaninha, hexacampeão da Copa Brasil.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A culpa não é só dele!

A queda do Palmeiras vai além do frango de Bruno

Só se fala do frango do Bruno, no primeiro gol que o Palmeiras sofreu no jogo com o Tijuana. Aquele lance constrangedor teria decretado a derrota por 2 a 1 e consequentemente a eliminação na Libertadores. Meia verdade.
A falha do goleiro surpreendeu os 30 e tantos mil palmeirenses que estiveram no Pacaembu, na noite desta terça-feira, além dos milhões que acompanharam o jogo pela televisão. Mas não foi ali que o Palestra deu adeus ao sonho de seguir adiante na competição continental.
O Palmeiras caiu fora por suas limitações, conhecidas do torcedor e mascaradas, em apresentações recentes, pelo empenho fervoroso dos jogadores. Marcou sobretudo a garra na vitória contra o Libertad, na fase anterior, e que garantiu sobrevida à equipe.
No todo, porém, o grupo que Gilson Kleina tem nas mãos é fraco. Há quem diga que é o possível, para o momento, e que o objetivo é reestruturar-se durante a Série B nacional, subir e retomar a reação no ano que vem, por coincidência o do centenário de fundação.
Outra meia-verdade.
O Palmeiras, mesmo rebaixado em 2012, teve no mínimo seis meses para planejar a participação na Libertadores. Perdeu tempo, emperrou na inatividade da diretoria anterior e empacou no discurso da atual, que alega dificuldades financeiras. Jogou no lixo o presente que veio na metade do ano passado com a conquista da Copa do Brasil.
Se ficou no lucro, ao superar a etapa de grupos, poderia obter ganho maior nas oitavas de final. Fale-se o que quiser, mas o Tijuana é desses cometinhas que de vez em quando aparecem no futebol. Fazem um certo barulho, têm um brilhareco e desaparecem.
O time mexicano não é nenhuma maravilha, como ficou comprovado no 0 a 0 no México e na derrota que havia sofrido para o Corinthians por aqui meses atrás. O Palmeiras poderia seguir adiante, se tivesse estofo para tanto, se tivesse equilíbrio, se tivesse qualidade nos jogadores. Não digo caráter, porque os atletas foram dignos. Falo em habilidade, poder de decisão, autocontrole e coisas do gênero.
O peruzaço de Bruno seria compensado, se o time fosse bom, se confiasse no próprio taco. Se tivesse ataque, se não precisasse recorrer a um zagueiro (Henrique) para tentar desequilibrar na frente. Se tivesse um homem de referência para fazer gols.
Mas o Palmeiras revelou, no aperto, como neste momento lhe falta alma vencedora. Já foi eliminado do Paulista, deu adeus à Libertadores e aguarda a Série B. Fortes emoções virão até dezembro.